sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Maninho que Roubava Rimas


Uma vaga lembrança no inicio do ano de 2007, traz ao pensamento de Mano a recordação de um chamado: Oh Muleque...sabe como é. Antes de mais nada eu tenho nome, e tem algo que eu odeio é ser chamado de Muleque, não importa qual seja a situação.
No decorrer do trajeto em plena Avenida Lourenço Cabreira, com suas sacolas do mercado ainda em mãos, alguém com voz ofegante finalmente se aproxima e mais uma vez insiste no termo: Oh Muleque você não ouviu eu te chamar não...bom, a resposta foi rápida, assim que o Mano reparou dos pés a cabeça na referida pessoa, pois, se tratava de uma Negra Estilosa de Índole Duvidosa e com ar de Piriguete, uma verdadeira Devoradora de Homens.
Primeiramente eu tenho nome, não sou Muleque e você o que está fazendo por aqui. Tão logo essa Negra responde: estou seguindo os seus passos e você praticamente nem percebeu. Com um diálogo rolando, esse Maninho acaba mudando o trajeto para a sua casa...e logo mais adiante nesse outro percurso um principio de chuva começa a se formar. Ao parar na esquina da Rua Francisco Barreto com a mesma Avenida Lourenço Cabreira, um Toldo é observado pelo Mano e um indicio de uma segunda intenção vem a calhar nesse suposto dia chuvoso. Uma Manifestação de idéia rápida rola, a promessa de um passado recente...de repente aquela idéia do Gueto fulminante e logo o Mano assimila o seu Argumento: então que tal terminar essa conversa, pois, ela já vem se prolongando desde o ano passado. A Piriguete de Aparelho apenas sorriu entendendo o recado, o Maninho se aproxima e ao abraçar a cintura dessa Negra Estilosa de Índole Duvidosa, um Beijo Acontece...e assim a Teoria para os Versos Ela Sabe começa a se manifestar na cabeça desse Maninho que Improvisa Rimas.
No decorrer de aproximadamente um mês, essa Piriguete volta a entrar em contato com o Mano, após uma ligação essa Negra Estilosa de Índole Duvidosa cita que está ficando com um Pagodeiro. Na certeza ela sabia que essa Maníaca é uma Devoradora de Homens, e sendo assim não deve ser levada a sério...e apesar de gostar da sua pegada na noite chuvosa, o que se percebe é que ela realmente gosta de aventuras.
Da Imaginação a rima foi para o papel, e assim o versos se iniciam.

Eu não entendo, a ironia dessa vida.
Após ouvir minha idéia, tu tremer ficar aflita.
Cara de pau, assim por ti eu sou chamado.
Sempre fica abalada com um estilo todo ousado.
Mais Ela Sabe, nunca me levou a sério.
Por mais que seja mala, seu desvendo o seu mistério.
O meu critério, que faz você sorrir.
Eu falo a real que você gosta de ouvir .